História
Normal na história de uma empresa é dizer que os tempos artesanais ficaram para trás. Não no Gula Gula. O passado da empresa significa, para essa rede de restaurantes, tradição e solidez e principalmente, sua filosofia. No começo eram apenas três amigos: Fernando de Lamare, Pedro Salgado e Cláudio Bernardes. Um cuidava da cozinha, o outro do dinheiro e o terceiro do ambiente. Juntos, criaram um clássico, o Gulinha da Rita Ludolf, no Leblon, com apenas duas mesas e muita vontade de oferecer aos clientes o mesmo que tinham com a companhia um do outro. Era 1984.
Com a saída de Cláudio Bernardes, veio a energia de Pedro de Lamare, filho de Fernandão. Não demorou muito, o rapaz de terno e gravata que trabalhava no mercado financeiro, deu espaço ao garoto que aprendia ali que sucesso não era sinônimo de sisudez, mas de ter prazer no que se faz. Essa energia de Pedro contagiou outro amigo: José Júlio Monteiro Sabugosa. Mais um representante da nova geração chegava a casa e vinha com planos de expansão. Assim começou o Gula Gula da Senador Dantas, no Centro trazendo aos engravatados os ares marinhos e libertários do Leblon. O Gula Gula no Hotel Marina, na praia do Leblon, marcou uma época. Transformou-se em referência carioca com suas refeições emolduradas pela vista deslumbrante de dia e os shows instrumentais e de jazz à noite. A festa não tinha hora para acabar e marca Gula Gula associada à cultura e à alegria ficou registrada na memória afetiva da cidade. Daí o Gula Gula não parou mais: seduziu Ipanema, expandiu no Centro, chegou à Barra e São Conrado, conquistou a Gávea e o Jardim Botânico. E a história continua…
Perfil do Chef
Criatividade e bom gosto são qualidades essenciais a um bom chef de cozinha. E isso, o pioneiro e fundador do conceito Gula Gula tinha de sobra. Fernando de Lamare, o Fernandão, foi o responsável pelo cardápio inicial do Gula Gula, há 20 anos, e muitas de suas criações se mantém até hoje. Coisinhas deliciosas que agradam o paladar dos clientes e que não podem faltar no cardápio do restaurante.
Ao longo desses anos, a casa manteve o espírito carioca, descontraído e em paz com a vida. Da concepção à decoração, passando pelo atendimento. Entre as lições deixadas por Fernandão: comer é um prazer de boca e olhos, uma satisfação para a alma e essa alegria de viver deve influenciar e ser influenciada pelo cliente. Essa aura domina tudo o que é feito no Gula Gula.
Em 2011, a chef Nanda de Lamare volta ao comando da cozinha do Gula Gula, depois de dois anos afastada para realizar outros voos profissionais. Com o DNA do Gula Gula no sangue, a neta de Fernando de Lamare, fundador do restaurante, quer “resgatar as origens do Gula Gula e trazer mais novidades gastronômicas para os clientes”. A ideia é ter novos pratos a cada mudança de estação, mantendo o princípio de culinária 100% carioca com receitas saborosas, saudáveis e preparadas com os melhores produtos do mercado.
Adepta da comfort food e tendo como base a gastronomia francesa, Nanda é a quinta geração de chefs de sua família e pretende colocar em prática toda criatividade e inspiração já reconhecidas durante sua primeira passagem pela cozinha da casa.
